Romero Jucá: conheça meu trabalho por Roraima

Quem Sou

Nasci em Recife, no ano de 1954, onde tive uma infância muito feliz ao lado dos meus pais Romero e Helga e dos meus irmãos Álvaro, Helga, Ana, Oscar e Vera. Meu pai era Corretor Oficial de Navios e minha mãe Auditora Fiscal. Herdei do meu pai o jeito extrovertido e de minha mãe essa formação mais técnica, que inclusive tratava comigo de questões das defesas das causas dos servidores federais.

Eu como irmão mais velho cuidei muito de todos e sempre estive ligado a essa responsabilidade de cuidar das pessoas. Essa foi a minha formação.

Cursei o primário em escola pública, no Grupo Escolar João Barbalho e o colegial no colégio Marista, onde me dediquei aos estudos e ao esporte. Comecei a jogar vôlei lá e passei também pela AABB e pela seleção Pernambucana de voleibol. Até entrar na faculdade, eu me dedicava muito ao esporte.

Em 1973, eu entrei para dois cursos na faculdade. Economia, noturno, na Universidade Católica e Engenharia de Minas, matutino, pela Universidade Federal do Pernambuco. Por um ano fiz os dois cursos. Mas a minha vida me levou para o caminho da Economia e para a gestão pública. Um dos motivos de ter abandonado a Engenharia foi que aos  vinte anos eu assumi meu primeiro cargo público que foi o de gestor administrativo do ginásio de esportes Geraldo Magalhães, o Geraldão, em Recife. Trabalhava durante o dia e fazia faculdade a noite, até me formar em 1976. Esse foi o primeiro de muitos empregos ligado a administração pública.

Na faculdade eu era um aluno dedicado, trabalhando, estudando e andando muito à pé. Mas tudo isso eu agradeço a Deus, pois foi o que me fez ser a pessoa que eu sou hoje, com a visão de mundo que eu tenho e com o respeito pelas pessoas. Dessa dedicação veio o reconhecimento e colei grau em nome da turma. Um ano depois da formatura fui chamado para ser professor do curso de pós-graduação na própria Universidade Católica, onde lecionei por um ano. Para mim foi um aprendizado de extrema importância e uma experiência enriquecedora.
Quem me motivou, de fato, na vida pública foi meu professor de estatística José Jorge Vasconcelos. Ele é um amigo querido e foi um dos meus mentores nessa minha formação ao longo da vida. Trabalhei com ele nas secretarias de Educação e Habitação de Pernambuco e foi uma abertura importante nessa minha trajetória pela vida pública.

Almoço na casa de José Jorge
Almoço na casa de José Jorge

O meu primeiro desafio foi me formar e cuidar dos meus irmãos, para então construir uma carreira sólida. Em busca de oportunidades para consolidar minha trajetória, aceitei o convite de Marco Maciel e fui para Brasília. Fui presidente Nacional do Projeto Rondon e posteriormente, assumi a presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai). Passei mais de dois anos na Fundação e consegui arrumar a casa, organizar a estrutura, alcançando melhorias que lograram êxito e reconhecimento. Após o bom trabalho desempenhado na Funai, fui convidado pelo então presidente José Sarney e aprovado pelo Senado para ser Governador do Território de Roraima, para cuidar da transformação em Estado.

Vim para Roraima no dia 17 de setembro de 1988 e estou até hoje. Roraima é a minha terra. Meu coração é Pernambucano Roraimense. Tenho orgulho de ter sido acolhido por esse povo e estar sempre trabalhando muito por Roraima. Não tenho mandato atualmente, mas meu compromisso e gratidão me motivam a continuar fazendo tudo o que posso pela nossa gente.

Atualmente, atuo como consultor empresarial e estou presidente do MDB de Roraima, além de participar da executiva nacional do partido. Divido minha rotina com a minha família e adoro estar com meus filhos, tanto dos meus três filhos naturais, quanto os cinco filhos que eu recebi da vida. Sempre apoiado pelo meu amor, Rose. Juntos formamos um grande time. Sempre unido para passar pelas coisas ruins e boas da vida.

E em meio à minha rotina atribulada, repleta de tarefas, encontro disposição para estar com meus netos, pois são eles que me trazem um fôlego renovado, ao preencher casa com a alegria e doçura da infância.

Eu tenho muita fé em Deus. Acredito que ele se manifesta através da nossa capacidade de ajudar as pessoas e entender a visão de cada um. Acho, inclusive, que esse é o segredo. Olhar o outro. Sempre tentei fazer isso nas minhas atividades pessoais e profissionais. É uma das minhas características e graças à Ele, tenho forças para continuar lutando por isso.