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28/07/2018

Parlamentar defende que se estabeleça cota para entrada de imigrantes em Roraima

Foto: Benicio Junior
Parlamentar defende que se estabeleça cota para entrada de imigrantes em Roraima

Cálculos teriam de ser feitos a partir das condições de atender os imigrantes, assim como ocorre em outros países

 

O senador Romero Jucá (MDB) apresentou uma nova proposta para conter o fluxo de imigrantes que entram no Brasil por Roraima. O parlamentar sugere que se estabeleça uma cota, ou seja, um limite de entrada de estrangeiros, assim como ocorre na Alemanha e outros países do continente europeu. Atualmente, segundo o Exército, 12 mil venezuelanos cruzam a fronteira todos os meses e ao menos 2,7 mil ficam em Roraima em condições de vulnerabilidade socioeconômica.

 

Jucá considerou que o Estado vive um drama humanitário por conta da crise política e econômica da Venezuela. Segundo ele, os imigrantes vêm desesperados em busca de uma oportunidade de melhorar as condições de vida. No entanto, o parlamentar enfatizou que o problema precisa ser enfrentado por duas vertentes: cobrar do governo federal e o limite de entrada.

 

“Muita coisa já está sendo feita. Mas é fundamental que se faça o que tenho pregado há muito tempo, que é o controle da fronteira. Não podemos ficar com a fronteira aberta aceitando todos que queiram entrar, porque isso pode criar uma situação que é insustentável. Defendo desde o início que se controle a fronteira e defendo que façamos o que faz hoje a Alemanha: que é dá cota de imigrantes para a entrada no país”, sustentou.

 

A proposição do parlamentar, de fato, já é discutida em outros países. Alemanha e França adotaram a medida, depois que uma onda de imigrantes afetou as regiões. São levados em consideração o poder econômico do país e o tamanho dele para, assim, determinar o limite de estrangeiros. O intuito é evitar que se crie um caos social a partir das grandes demandas migratórias. Outra preocupação é evitar tragédias se repitam em alto mar àqueles que tentar ingressar nos países ilegalmente.

 

Desde 2015 o plano de cota ganhou forma. Mesmo criticado, a proposta foi bem avaliada por outros países. O limite de 20 mil por ano, soou como uma saída para a desenfreada imigração, já que em apenas três semanas sete mil chegam à Europa de maneira ilegal.

 

O senador defende parte da ideia desde fevereiro deste ano, quando declarou ser necessário o fechamento da fronteira, temporariamente, para que se fizesse um censo e fossem adotadas medidas essenciais para o controle, como a triagem de quem entra no país pelo Estado e ações sanitárias. De lá para cá, parte desses pedidos foi atendida pelo governo federal e outas estão sendo encaminhadas.

 

“Devemos avaliar quantos imigrantes Roraima recebe e quantos mais aguentaria receber. Levar em consideração quantos podem ser encaminhados para outros estados brasileiros e, a partir daí, delimitar a entrada. Só entra alguém, quando sair alguém. Exatamente para não comprometer o serviço público e os roraimenses que vivem aqui, e que devem ser prioridade”, ressaltou Romero Jucá.

 

CENSO E INTERIORIZAÇÃO

 

A Prefeitura de Boa Vista realizou um censo no mês de junho para saber quantos imigrantes viviam na capital. Pelo relatório, aproximadamente 25 mil estão morando em Boa Vista. Alguns em situação extrema de vulnerabilidade socioeconômica. Ainda conforme as projeções do executivo municipal, até dezembro poderiam ser 60 mil estrangeiros morando na capital. Os dados foram compilados com os do Exército.

 

Outro ponto cobrado pela prefeitura de Boa Vista e o senador Romero Jucá é agilidade no processo de interiorização. Até porque, esse envio para outras regiões do país abriria a possibilidade de controlar a fronteira entre Brasil e Venezuela. Nesse primeiro semestre de 2018, foram transferidos para outras capitais quase 700 estrangeiros.

 

O ministro da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, já frisou que a interiorização vai ser permanente. O representante destacou que a capacidade de Roraima é acolher, nos abrigos, seis mil estrangeiros. Até o momento, esse número não foi excedido e, para evitar, a interiorização continua.

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