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22/02/2018

Ministros apresentam medidas para minimizar efeitos da crise migratória em Roraima

Foto: Benicio Junior
Ministros apresentam medidas para minimizar efeitos da crise migratória em Roraima

O Estado de Roraima enfrenta desde 2016, os efeitos da crise migratória de venezuelanos. Diariamente, centenas de venezuelanos atravessam a fronteira em busca de uma vida melhor no Brasil e, o primeiro local de estadia para essas pessoas, é o Estado de Roraima.

 

Nesta quinta-feira (8), os Ministros Torquato Jardim, da Justiça; Raul Jungmann, da Defesa e Sérgio Etchegoyen, do Gabinete Institucional da Presidência da República, participaram de uma reunião com representantes locais, incluindo o senador Romero Jucá, a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, o presidente da Assembleia Legislativa, Jalser Renier, o prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato e deputados federais.

 

Os ministérios prestaram conta das ações de apoio já realizadas para ajuda no enfrentamento da crise migratória. Também foram apresentadas as medidas que serão aplicadas a partir deste mês, conforme explicou o senador Romero Jucá (MDB).

 

“Tivemos alguns avanços e definimos uma série de procedimentos serão feitos, inclusive a interiorização para outros Estados daqueles venezuelanos que quiserem ir para outros Estado. Também vamos fazer um censo para conhecer quem são essas pessoas e que tipo de habilitação elas possuem. É um esforço para melhorar a condição humanitária dessas pessoas mas, ao mesmo tempo, diminuir a pressão nos serviços públicos do Estado”.

 

O parlamentar manteve a cobrança pelo fechamento da fronteira com a suspensão da entrada de novos migrantes no Estado e também pediu maior colaboração do Governo Federal em questões que dizem respeito ao desenvolvimento do Estado.

 

“Estamos pedindo há anos que o Governo resolva a questão do Linhão de Tucuruí, da corrente do Jundiá e da sede de Pacaraima que está na área da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol. São decisões que competem ao presidente da República e que estou cobrando diariamente, porque sei que são importantes para o nosso Estado”, disse o senador.

 

Essa também foi a cobrança feita pelo presidente da Assembleia Legislativa, Jalser Renier. Ele enfatizou que, como roraimense, gostaria que o Governo Federal desse uma atenção maior às necessidade do Estado. “Roraima tem potencial, mas o Governo Federal precisa ser mais parceiro do nosso Estado. O que eu faço aqui não é um discurso, mas um desabafo em busca de soluções para Roraima e para nossa população”.

 

A prefeita Teresa Surita reforçou o apelo, destacando o número de atendimentos a venezuelanos na rede municipal de ensino e saúde. “É mais um apelo nosso de que se não houver um controle na fronteira, não teremos condições de dar conta desse número de pessoas que estão chegando. Agora, a gente precisa realmente, aguardar porque essa é uma situação que está além da nossa capacidade, e depende do Governo Federal”.

 

Para o Ministro da Justiça, Raul Jugmann, é preciso ter um olhar humanitário para a questão, respeitando a capacidade de atendimento do Estado de Roraima.  “Precisamos equilibrar a questão humanitária. Os venezuelanos deixaram o seu país por conta da fome e por falta de medicamento. Eles saíram por conta da crise que está acontecendo lá. Mas ao mesmo tempo, sabemos que isso sobrecarrega e muito, o Estado e a cidade. Nós estamos aqui pra procurar ajudar nessa situação”, afirmou o Ministro.

 

Mil imigrantes serão atendidos esses mês com a interiorização

 

Uma das medidas anunciadas pela equipe interministerial é a chamada interiorização de venezuelanos. Com apoio do Governo Federal, aqueles que tiverem disponibilidade e interesse poderão ser redistribuídos para outros Estados da Federação.

 

Conforme anunciado pelos Ministros, já há empresas interessadas em aproveitar a mão de obra qualificada dos venezuelanos. Este mês ainda, a primeira leva com mil imigrantes será redistribuída para outros Estados.

 

Outra medida anunciada é o reordenamento da segurança na fronteira, com a presença mais efetiva das força policiais e de fiscalização. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), por exemplo, contará com mais 15 viaturas para fazer a segurança na fronteira e nas rodovias do Estado. Nesse sentindo, será reforçado também a orientação para que os venezuelanos conheçam e respeitem as leis e normas vigentes no território nacional.

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