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27/08/2018 19:28

Governo Federal perde a liderana de Juc

O senador Romero Jucá, presidente nacional do MDB, anunciou nesta segunda-feira (27), a decisão de abandonar a liderança do Governo. Segundo explicou à imprensa e à população por meio de entrevista coletiva e em pronunciamento nas redes sociais, o motivo foi a ineficiência das medidas adotadas para auxiliar Roraima no enfrentamento à crise migratória.

 

“Como o Governo  não vai tomar as medidas que eu considero que são importantes, eu decidi entregar a liderança. Não me sinto à vontade de defender o Governo e criticar suas ações pelo meu estado. Meu compromisso com Roraima é prioridade, entre o cargo de liderança e a defesa ao meu estado, eu confirmo meu compromisso de Roraima. Serei um crítico das medidas que o Governo está deixando de fazer em relação à crise migratória”, concluiu o senador.

 

Em uma carta entregue em mãos ao presidente da república e à equipe de Governo, o senador justificou que há três anos o estado sofre com a imigração descontrolada que se agravou recentemente, e que as medidas paliativas do governo federal não resolvem o problema principal que é a continuidade da entrada de venezuelanos no estado.

 

Há dois anos o senador vem cobrando medidas mais eficazes como o fechamento da fronteira, descartada pelo Governo Federal. No dia 14 de agosto, ele apresentou uma proposta alternativa, um projeto de lei que estabelece cotas para os imigrantes, baseado em experiências praticadas em países da Europa. A proposta também prevê a expulsão de imigrantes e refugiados condenados por crimes praticados em território nacional.

 

“Essa foi uma experiência que deu certo na Alemanha e que pode ser aplicada no Brasil. Com as cotas, a gente tem a condição de fazer o controle da entrada de imigrantes. Só entra mais pessoas, quando outras saírem”, disse o parlamentar.

 

Concluindo sua fala, Jucá destacou que o pedido foi aceito com respeito pelo presidente e que ele manterá sua posição em defesa dos interesses de Roraima.

 

MIGRAÇÃO – A onda migratória iniciou ainda no ano de 2015, chegando ao ápice em 2017, quando 800 venezuelanos atravessavam a fronteira diariamente. O país liderado por Nicolás Maduro enfrenta grave crise política e econômica que levou milhões de imigrantes a deixarem o país.

 

Na última semana, uma série de ataques foram registrados em Roraima contra os estrangeiros, levando milhares de venezuelanos a deixar o país. Tal fato foi lembrado pelo senador que, por receio de um confronto ainda maior ser instalado em Roraima, decidiu entregar a liderança do governo.

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