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22/11/2018 17:39

Comunidades Indgenas de Amajari recebem 750 cabeas de gado

Benicio Moreira

O município de Amajari foi contemplado com 750 cabeças de gado que serão distribuídas entre as 18 comunidades da região. O trabalho é parte do projeto de Bovinocultura Indígena realizado pela Funai em parceria com a Prefeitura do município, a partir de recursos garantidos pelo senador Romero Jucá e o deputado federal Edio Lopes.

 

O principal objetivo é melhorar a qualidade genética do rebanho bovino indígena, favorecendo a reprodução dos animais e criando para as comunidades, uma fonte de renda e sustentabilidade. Ao todo, foram adquiridos mais de 9 mil animais para atender a todas as comunidades de Roraima.

 

“Hoje é um dia muito importante para os nossos indígenas e com certeza esse projeto do gado vai fazer a diferença principalmente na economia do nosso município. O gado trará crescimento e muita renda para Amajari”, explicou a prefeita Vera Lúcia Cardoso.

 

O projeto de Bovinocultura Indígena surgiu de uma proposta apresentada ao deputado federal Edio Lopes. Com apoio do senador Romero Jucá, foram obtidos os recursos necessários para ampliar a iniciativa e atender a todas as comunidades indígenas de Roraima, transformando a ação no maior projeto de sustentabilidade e geração de renda para indígenas do Brasil.

 

“Encontrei no senador Romero Jucá um grande parceiro na concretização desse trabalho. Quando a gente não acreditava que seria possível realizar esse grandioso trabalho, ele veio e garantiu os recursos necessários para atendermos todas as comunidades de Roraima. E isso é muito importante porque os nossos índios sabem produzir e agora, vão melhorar o seu próprio rebanho”, afirmou o deputado.

 

Para o senador, a principal vantagem do projeto é promover a inserção produtiva dos indígenas. “Todos os municípios com população indígena estão recebendo o gado, o que melhora a renda e consequentemente, a qualidade de vida dessas populações. É um projeto que estimula a produção. Os indígenas tem terra e nós precisamos melhorar a produção, a educação assim como melhoramos a saúde através das ações do Distritos Sanitários. Portanto, é uma ação integrada para garantir oportunidades a essas populações”, explicou.

 

Assistência Técnica

Além dos animais, as comunidades também receberam insumos, equipamentos e materiais para favorecer o desenvolvimento saudável do rebanho. O projeto tem vigência de três anos e a FUNAI será a responsável por fazer o acompanhamento técnico do crescimento e reprodução do gado. Só após três anos, os indígenas poderão negociar ou abater os animais.

 

“Aqui no Amajari estamos concluindo mais uma etapa desse projeto, fazendo a entrega de matrizes e reprodutores além dos insumos. É um projeto muito importante para essas comunidades porque garante segurança alimentar, nutricional e o melhoramento genético da bovinocultura no Amajari. Não é um projeto momentâneo, é uma ação que se estende por mais tempo para garantir o bom desenvolvimento dos animais e uma renda futura para as famílias indígenas”, disse o Superintendente Regional da Funai em Roraima, Armando Neto.

 

Tradição

“Desde que me entendo como gente, eu lido com gado. O leite é fonte de alimento para nossas crianças e o estrume a gente usa na nossa horta. Quando precisa, a gente vende o gado também”.

 

Esse relato é da Tuxaua Marilza Mota que coordena a comunidade indígena do Guariba, em Amajari. São mais de 420 pessoas que tem na pecuária e na produção agrícola sua principal fonte de renda. No projeto de bovinocultura, a comunidade dela foi contemplada com 84 animais. “Eu estou muito feliz. Esse gado vai somar ao que já temos e aumentar o nosso rebanho”.

 

Assim como em Guariba, a pecuária é uma atividade que se tornou tradicional entre os indígenas de Roraima. Na convivência com não-índios, eles aprenderam o manejo do gado que é fonte de renda para esses povos. “O projeto é a realização de um sonho e representa o fortalecimento do trabalho que já fazemos na comunidade, melhora o nosso rebanho e a nossa vida”, disse Elton Barroso Tenente, Tuxaua da Comunidade da Mangueira.

 

Ele lembrou ainda que o projeto fortalece a união da comunidade. “A partir desse trabalho a comunidade ganha mais força porque é uma ação coletiva e requer a união de todos. A gente quer os animais para o bem viver da comunidade, contribuir para a alimentação das nossas crianças, dos nossos jovens e com um futuro melhor para todos”, afirmou o Tuxaua.

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