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28/05/2018

Comunidades indígenas de Alto Alegre são atendidas com projeto de Bovinocultura

Foto: Benicio Moreira
Comunidades indígenas de Alto Alegre são atendidas com projeto de Bovinocultura
A criação de gado faz parte da rotina das comunidades indígenas de Roraima. A atividade foi introduzida na década de 70, com a colonização do estado a partir da implantação das Fazendas Nacionais. 
 
O domingo (27), foi de celebração para 11 comunidades indígenas de Alto Alegre. Elas receberam com festa e cantos tradicionais 590 cabeças de gado do projeto de bovinocultura indígena desenvolvido pela Funai. 
 
A ação faz parte do programa de etnodesenvolvimento e busca criar condições de sustentabilidade e autonomia financeira para os povos indígenas aproveitando sua vocação produtiva. 
 
Na comunidade da Mangueira, por exemplo, as 20 famílias compartilham um rebanho de aproximadamente 70 animais. Com o projeto, eles receberam mais 28 fêmeas e dois reprodutores. 
 
"É um ganho pra ampliar o nosso rebanho e fica como uma fonte de renda para nossa comunidade", disse o Tuxaua Almir dos Santos.
 
A Funai divide os animais de acordo com o número de famílias existentes em cada comunidade. Na Barata, foram 80 cabeças de gado entregues, o que deixou a Tuxaua Jaílda Teixeira Braga muito feliz. 
 
"É um sonho que a gente realiza hoje. Estou há oito meses como Tuxaua e muito feliz por receber o gado, representando todas as comunidades da nossa região".
 
No projeto de Bovinocultura Indígena as comunidade beneficiadas serão acompanhadas por três anos. No primeiro ano, a Funai irá fornecer insumos e outros materiais como seringas, vacinas, vermifugo, etc num esforço para garantir a reprodução e saúde do rebanho. 
 
"Esse é o maior projeto de sustentabilidade econômica para comunidades indígenas desenvolvido pela Funai. Hoje, o que estamos fazendo em Roraima serve de exemplo para todos os demais estados que possuem povos indígenas e podem aproveitar sua vocação economica", afirmou o Superintendente Regional da Funai em Roraima, Armando Neto.
 
Os recursos para o desenvolvimento do projeto foram garantidos pelo senador Romero Jucá em parceria com o deputado federal Edio Lopes. 
 
Os animais foram adquiridos de criadores locais e o transporte está sendo feito por uma cooperativa de Roraima, a Transgado, mantendo esses recursos circulando integralmente no estado.
 
"Esse projeto representa primeiramente, um ganho econômico e também um ganho social extraordinário para nossos povos indígenas. Hoje, essas comunidades funcionam como o grande berçário do gado que no fim da cadeia produtiva, se transforma em produto para nossa população. É benefício para os indígenas e para todo o estado", disse o deputado Federal Edio Lopes.
 
Livre da Febre Aftosa
O gado chega nas comunidades indígenas vermifugado e vacinado, incluindo a dose contra a febre aftosa. 
 
Um esforço para manter o estatuto de área Livre da doença com vacinação conquistado na semana passada pelo estado. 
 
"Roraima já tem essa certificação e isso significa que poderemos vender os animais e a carne para outros mercados consumidores. E o gado da bovinocultura indígena também esta inserido nisso. Trabalhei muito para ajudar no combate à febre aftosa e esse certificado é fruto de seis anos de muita dedicação e esforço por Roraima", destacou o Senador Romero Jucá.
 
Até o final do ano, a Funai deve concluir a entrega do gado em mais de 900 comunidades indígenas de Roraima, atendendo desde o Uiramutã aos Wai-Wai, no Sul do estado. Em Normadia e Boa Vista, o projeto será desenvolvido em parceria com as prefeituras.
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